Algo que achei
interessante foi uma lista de
características que o profissional da Era da Informação deve ter:
A importância do domínio de idiomas e de
conhecimentos (ao menos básicos) de informática não é nenhuma novidade.
Há muitos anos que já
ouvimos as pessoas falarem como a computação chegou para ficar, bem como sobre
o quão globalizado o mundo está se tornando e, portanto, um profissional que
não fala a língua mundial não pode
ser considerado um profissional de sucesso.
Como profissional da área de computação, falar sobre tecnologia para mim não é problema, mas observo que,
para muitas pessoas, ainda hoje é: observo estudantes universitários que,
apesar de acessar computadores para conversar, jogar ou ler e-mails, não
conseguem usá-lo também na elaboração e diagramação de um trabalho, por
exemplo, ou na criação de uma planilha para controle de custos.
Percebo então que o problema aqui não é
quanto a somente facilitar o acesso, pois vemos pessoas que possuem acesso
facilitado mais que não usam adequadamente. O que falta é um estímulo, que
muitas vezes deveria partir de dentro da pessoa para fora, para buscar conhecer
um pouco mais sobre como essas ferramentas tecnológicas podem ser interessantes
em seu dia-a-dia, principalmente no trabalho.
Ah, e antes que eu me
esqueça: quando falamos de domínio de idiomas, falamos não somente das línguas
estrangeiras, mas também da própria língua nativa – há
pessoas que conseguem comunicar-se muito bem em inglês, mas cometem grandes
gafes em português, o que mancha completamente sua imagem de bom profissional.
2.
Aptidão para trabalho em equipe
O profissional que pensa que pode sentar-se
à sua mesa e trabalhar sozinho, fazendo suas tarefas, sem se importar sobre
como estão indo as tarefas dos demais possui o perfil do profissional egoísta e
individualista que está sendo descartado pelas empresas.
Se você somente pensa em cumprir o seu papel
independente do que está acontecendo na empresa, pode ser o atual responsável
pela ruína da mesma sem ao menos saber disso! É necessário compreender não
somente a sua tarefa, mas os produtos e serviços da empresa como um todo,
preocupando-se com como cada parte relaciona-se com as demais.
Trabalhar em equipe não se restringe mais às
grandes corporações com gigantescas equipes para pesquisa e elaboração de
produtos. Esse trabalho em equipe surgiu também entre pessoas de departamentos
diferentes.
Algumas empresas têm descoberto, inclusive,
que “trabalhar em equipe” com seus concorrentes também pode lhe oferecer
benefícios! Pense nisso.
3.
Perfil questionador
Quando você passa a questionar você passa a
não mais aceitar as coisas simplesmente pelo “como elas são”, passa a querer
compreender o porquê de serem daquela forma e, assim sendo, pode encontrar formas
de contribuir com o desenvolvimento do processo.
Após a Revolução Industrial, o profissional
esperado pela indústria era o “operário burro”, não no sentido de sua
inteligência real, mas no fato de que suas opiniões e sugestões muitas vezes
não importavam, sendo somente a sua força física requerida em sua tarefa.
Com o crescimento da importância da
informação que esta tem adquirido, bem como daqueles que lidam com ela e sua
experiência nessas atividades, aquele que questiona não mais é considerado um chato,
alguém que somente aborrece. Passa a ser alguém fomentador de críticas capaz de
ajudar a repensar os processos empregados na empresa.
4. Vida
familiar e profissional bem estruturadas e em “boa convivência”
Este é um ponto
crítico. Muitas vezes para se conseguir o “respeito profissional”, para fazer a
nossa marca, sacrificamos e muito diversos aspectos de nossa vida familiar.
Entretanto isto não é o que as empresas querem, pois elas sabem que muitas
vezes os problemas que os empregados possuem em casa, com
suas famílias, acabam indo com eles até o local de trabalho, dificultando assim
que o mesmo exerça suas atividades plenamente.
Sendo assim, evite
levar conflitos de casa para o trabalho e vice-versa e busque sempre tomar as
decisões familiares realmente em família por meio
de uma discussão entre todos os membros interessados, evitando assim os
problemas que surgem quando se toma uma decisão sem consultar os demais que,
mesmo sendo boa profissionalmente, pode prejudicar seu relacionamento social.
5. Em
aprendizado constante
O verdadeiro profissional do futuro nunca
está satisfeito com o que sabe, sempre espera aprender mais, aperfeiçoar-se,
tornar-se um profissional melhor do que é hoje ou do que foi ontem.
Várias são as ferramentas que este tipo de
profissional pode usar: desde leitura de livros, sites e revistas
especializadas a cursos de curta ou média duração durante o período de férias.
Vale tudo para garantir que estamos contribuindo para avançar ainda mais nossas
capacidades!
É importante lembrar que podemos considerar
aqui não somente o desenvolvimento das habilidades que nossa atual atividade
exige, mas também aquelas de áreas relacionadas, a fim de melhor compreender as
atividades daqueles que interagem conosco e, assim sendo, desenvolver um melhor
convívio e trabalho em equipe.
6.
Equilíbrio de suas emoções
Por melhor que seja o
profissional, se ele possui um temperamento instável, a empresa pode temer não
poder contar com ele em momentos de tensão e stress, como os que ocorrem em negociações de novos serviços ou em
processos de desenvolvimento de certos produtos.
Saiba manter o bom humor – como já dissemos,
evite levar os problemas de casa para o trabalho.
Não saber lidar positivamente suas emoções
pode ser o que o separa de uma promoção para um cargo com salário melhor.
7. Boa
eloqüência
Aqui está mais uma característica que nem
todos cultivam em seu dia-a-dia: a sua capacidade de retórica, de expressar-se
bem diante de outras pessoas, de convencer por meio da palavra.
Não são somente os políticos, vendedores e
“marketeiros” que precisam ter uma boa eloqüência – todos os profissionais
necessitam, de uma forma ou de outra, comunicar-se e expressar idéias em algum
momento de sua atividades a outra pessoa.
Tomemos como exemplo o caso do professor: se
ele não for bastante eloqüente, o aluno pode não ser convencido de sua
convicção quanto à veracidade das informações que ele apresenta, o que poderá
deixá-lo em dúvida se está aprendendo realmente de forma correta ou não. Se por
outro lado o professor é eloqüente, consegue passar uma maior confiança ao
aluno, que sente-se mais seguro sobre o que aprendeu.
8.
Manutenção de um ambiente estimulador
Outro ponto importante, tanto quanto o
trabalho em equipe, é a manutenção de um ambiente de trabalho que seja
agradável e estimule o bom trabalho de todos.
Quando esse ambiente torna-se tenso e
desagradável, todos passam a trabalhar desconfiados, irritados e buscam exercer
suas atividades individualmente, o que pode levar ao fracasso de toda a
companhia!
Por outro lado, quando todos cultivam um
ambiente agradável e realmente estimulador, todos ficam felizes, sentem-se mais
à vontade para discutirem, cooperarem e apresentarem sugestões. A comunicação é
mais fluida e, desta forma, o conhecimento consegue circular melhor.
9.
Agilidade para tomada de decisões
Aqui entra a importância da pró-atividade,
isto é, a capacidade que um indivíduo possui de ter alguma iniciativa, de tomar
alguma decisão mediante os fatos sem a necessidade de intervenção de terceiros.
Uma tomada de decisões de forma rápida pode
ser o que separa o sucesso de um projeto do total fracasso por negligência ou
aparente despreocupação com o que está em jogo.
Um profissional que
possua todas as características anteriores é um bom profissional, mas não
poderá ser considerado um bom líder (uma característica hoje muito procurada
nos profissionais, mesmo que não ocupe cargos de gestão ou liderança de equipes), uma vez que a tomada de
decisões faz parte de seu dia-a-dia.
10.
Responsável pelo seu próprio desenvolvimento
E por fim, o profissional do futuro sabe
que não deve esperar que a empresa cuide de guiá-lo pelo melhor caminho a fim
de conseguir alcançar seus objetivos. Ela sabe que não deve ficar a mercê da
empresa para o “traçado” de seu plano de carreiras, bem como a busca de
promoções.
Se você é esse tipo de profissional você
sabe que quem espera sentado, por isso, está perdendo seu tempo, pois o
aperfeiçoamento e a busca pela “profissionalização” deve partir de quem é o
mais interessado nisso tudo: o próprio profissional.
Se você, como profissional, busca investir
de seu próprio bolso e tempo para conseguir realizar cursos, adquirir novo
conteúdo ou fortalecer a sua rede de contatos profissionais, não se preocupe
que a empresa em algum momento perceberá isso e lhe dará o seu devido valor.
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